Em acção






  • Resgate da barca da Varziela -em fotografia de Guillermo Sotelo-, a derradeira barca de passagem tradicional do Minho, em Semana Santa de 2001. Também recuperamos embarcações do Ulha e do Sil, além da realização duma réplica dum barco de dornas, com direcção de Primitivo Lareu. São tipologias únicas, as últimas conservadas com estas formas nos rios galegos. E mantemos relações com A Figueiriña-Lanchas do Sil, Federación Galega pola Cultura Marítima e Fluvial, e com Barcos do Norte. Associação para a Preservação, Defesa e Estudo do Património Marítimo, de Portugal.


  • Encontros de Embarcações Tradicionais de Rio. Mostras celebradas em 2001 -I Encontro-, destinado a divulgar as barcas conservadas, e em 2002 -II Encontro-, dedicado ao meio fluvial, em colaboração com o Concelho de Lugo. Seguimos em Belesar, na Ribeira Sacra, com um III Encontro -que une cerejas, vinho e barcas- em 2003. Desde 2005 preparamos a Festa do Rio em Monforte de Lemos.


  • Desde dezembro de 2001 temos uma mostra itinerante sobre a cultura fluvial. Com doze maquetas destinadas a exposições em centros culturais e de ensino, acompanhadas de uma gravação em vídeo, e com tábuas que recolhem fotografias e descrições -uma sobre artes de pesca e outra de peixes autóctones- que as contextualizam.

    Visitadas uma centena de localidades da Galiza e Portugal, o que permite a difusão da cultura fluvial entre a povoação das ribeiras, escolares e amadores das embarcações tradicionais que participam nos encontros.


  • Em uso no rio e para exposições, executadas pelos derradeiros carpinteiros da ribeira, barcas tradicionais do Minho e batuxo. Em Semana Santa de 2003 foram realizadas provas de navegação com um batuxo a vara no rio Asma, em Chantada. Embarcação com presença no norte da comarca até a metade do século XX, também o Asma contara com barcas em esse tempo. Mas que restabelecer um modelo, ensaiamos a união de natureza e cultura com uso social aplicável a qualquer rio. Em Primavera e em Outono de 2003 colocamos embarcações nos passos de Belesar e Porto Sardinheira, a última com patrocínio de Adegas Lareu e Papaventos, Educação Ambiental.


  • Desde o Verão de 2004, em o rio Minho na área da Ribeira Sacra, em colaboração de Barcas do Minho com estabelecimentos de hospedagem, As Xacias e Casa do Romualdo, estamos a desenvolver um projecto de turismo activo nas presas de Belesar e Os Peares. Com embarcações de tipologia tradicional autorizadas para a navegação, recuperamos uma das utilidades que tiveram as barcas nos portos fluviais do passado. Uma nova ocupação para o tempo de lazer, cheia de autenticidade, que achega os visitantes à natureza e à cultura das ribeiras fluviais.


  • Em 17 de Dezembro de 2004 a associação Barcas do Minho receve o prémio a entidades culturais, concedido pela agrupação María Castaña de Lugo na sua Gala de Natal. Em fotografia de Silvia Sanfiz recolhem os galardoados do ano, estando os barqueiros representados pelo seu presidente Francisco Almuiña.

    Em preparação uma reorganização interna do colectivo Barcas do Minho, com a posta em comum de objectivos, distribuição de tarefas e fixação territorial.



  • Novo barco de dornas executado por Barcas do Minho de Fevereiro a Maio de 2007, réplica navegante de uma das formas com maior expansão territorial (rio Minho de Belesar a Tui, Sil, Cabe, Lima, Ávia...). Destinado a divulgar o meio fluvial da Ribeira Sacra, com actividades de lazer no próprio território e com itineráncias que o colectivo desenvolve, assim em 2007 o barco de dornas participa nos encontros de Vila do Conde (organizado pela Associação de Ex Marinheiros da Armada em Portugal), Ferrol (VIII Encontro de Embarcacións Tradicionais de Galicia) e Monforte de Lemos (Festa do Rio). E em 2008 participa na Romería Raigame em Vila Nova dos Infantes, e representa as embarcações fluviais na Festa Marítima Internacional em Brest.






Integrar as barcas em projectos de lazer e desenvolvimento turístico é o plano de Barcas do Minho. Falamos de um novo conceito de património, que leve a socialização e disfrute de um produto inserido na dinâmica social e contextualizado no território. A uma verdadeira democratização dos bens culturais, dando prioridade à povoação local, a participar e à vivência, passando do valor das embarcações por si mesmas a considerar-se em canto à utilização.


Em acção
Barcas do Minho, 2001-


Portada